MUSAS DO VERÃO 2026 CRIAM CATHARINA SOUR

0
18490

Musas do Verão 2026 da Cervejaria Nacional apresenta uma catharina sour em celebração às mulheres e à cultura nordestina na cerveja

A Cervejaria Nacional, no bairro paulistano de Pinheiros, apresenta a nova edição do projeto Musas do Verão. Em 2026, a criação é assinada por duas profissionais nordestinas que hoje atuam em São Paulo: Karine Lins, de Pernambuco, e Carla Daniele Silva, de Alagoas. Juntas, elas transformaram origem e trajetória em uma cerveja que celebra identidade, diversidade brasileira e, principalmente, a força das mulheres neste mês dedicado a elas.

Batizada de Sol de Araçá, a receita é uma Catharina Sour elaborada com polpa de araçá, fruta brasileira nativa da Mata Atlântica e presente em áreas de restinga, território de transição entre mar e mata. Ela tem uma acidez forte, mas equilibrada, corpo leve, com um cítrico intenso e levemente herbal e final refrescante. O baixo amargor de 7 IBU é característico do estilo, com 5,5% de teor alcóolico. Uma sour brasileira (lembrando que o estilo Catharina Sour foi criado aqui e está completando 10 anos), refrescante e expressiva, que equilibra acidez vibrante e delicadeza frutada.

Uma cerveja que harmoniza bem com pratos à base de frutos do mar, como ceviche e peixe grelhado, queijos frescos ou de média maturação, petiscos brasileiros, como dadinho de tapioca, bolinho de macaxeira ou cuscuz nordestino com manteiga de garrafa e sobremesas leves à base de coco ou frutas tropicais.

Um pouco de história

O nome araçá vem do Tupi-Guarani ara’sá, que significa “a fruta que tem olhos”. Presente nos quintais, nas festas, nas geleias e licores artesanais, o fruto atravessou séculos como fruta do mato. Pequeno, de acidez marcante e caráter intenso, o araçá muitas vezes foi desvalorizado pelas hierarquias coloniais que exaltavam ingredientes importados como sinônimo de sofisticação.

Assim como o araçá cresce em solos desafiadores, entre areia, vento e salinidade, milhões de nordestinos construíram suas trajetórias em São Paulo enfrentando desafios estruturais e culturais. A presença nordestina molda a cidade na gastronomia, na música, na construção civil, no comércio e na cultura cotidiana. Ainda assim, a história da migração interna no Brasil carrega episódios de estigmatização e preconceito.

Sol de Araçá propõe uma reflexão simbólica sobre aquilo que esteve à margem, mas que pode ocupar o centro. Valorizar uma fruta brasileira historicamente associada ao mato e à simplicidade é afirmar que pertencimento não depende de origem geográfica, mas de contribuição concreta.

A acidez vibrante do araçá dialoga com o estilo Catharina Sour e reforça frescor, personalidade e autenticidade. Não é um sabor neutro. É direto, expressivo e marcante, como as trajetórias que ajudaram a construir São Paulo.

Conheça as musas nordestinas deste ano

Karine Lins iniciou sua jornada em 2012, no Recife, atuando com treinamentos para equipes de vendas e garçons. Especializada como sommelière de cervejas pela Doemens Akademie e Mestre Cervejeira pela Escola Superior de Cerveja e Malte, hoje desenvolve seu trabalho na produção cervejeira em São Paulo, unindo técnica, pesquisa de ingredientes nacionais e inovação. Também conduz degustações guiadas e harmonizações, ampliando o acesso à cultura cervejeira.

Carla Daniele Silva é natural de Alagoas e reside em São Paulo desde 2018. Iniciou sua trajetória no universo cervejeiro com a formação em Tecnologia da Cerveja pela Escola Superior de Cerveja e Malte e posteriormente se especializou como sommelière de cerveja. Desde então, vem aprofundando conhecimentos técnicos e sensoriais, transformando a cerveja em sua principal área de atuação e paixão.

A participação de Karine e Carla no Musas do Verão 2026 reafirma o compromisso do projeto com o protagonismo feminino e com narrativas que conectam cultura, território e diversidade. Sol de Araçá nasce do encontro entre origem e futuro. É uma cerveja que reconhece que alimento é memória, e que sabor também é forma de resistência.

A Sol de Araçá é uma cerveja sazonal de edição limitada a 500 litros, ou seja, é preciso correr para prová-la antes que acabe. A Cervejaria Nacional está com a cerveja engatada na sede em Pinheiros a R$ 15 (chope 300 ml) e R$ 21 (chope 470 ml). Ela também estará disponível nas plataformas de delivery Ifood e Rappi ao preço sugerido de R$ 52 (1 Litro). Mais informações no site: www.cervejarianacional.com.br e no Instagram: @cervejarianacional

SEM COMENTÁRIOS