CERVEJA XINGU VOLTA A SER PRODUZIDA NO BRASIL

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A icônica Cerveja Xingu volta a ser produzida no Brasil com fórmula original feita na Startup Brewing em Itupeva

A icônica Cerveja Xingu está de volta ao mercado brasileiro em alto estilo. O empresário Cesario Mello Franco, idealizador da cerveja, recomprou da Heineken o direito sobre o uso da marca no país e acaba de relançar a Xingu Black, com sua fórmula original, puro malte e produzida com o lúpulo alemão Hallertau Tradition na Startup Brewing, em Itupeva. O mestre cervejeiro Paulo Schiaveto é responsável pela qualidade e estabilidade de sabor da bebida.

Para Cesario, o relançamento da Xingu no Brasil permitirá que a marca seja trabalhada da mesma maneira como faz no exterior, desde 1988.

“Lá fora, a Xingu é admirada em muitos países. Reconhecida e premiada internacionalmente, como recentemente no Los Angeles Internacional Beer Competition, já foi destaque no Beer Madness, evento realizado anualmente pelo jornal Washington Post, e foi eleita a melhor cerveja do mundo e a melhor cerveja do Brasil pelo Beverage Testing Institute de Chicago. A Xingu é a brasileira número um em vendas nos restaurantes e nos bares dos Estados Unidos. Com o retorno ao Brasil, terei a chance de fazer isso em casa e não mais a 5 mil quilômetros”
Cesario Mello Franco, proprietário da cerveja Xingu

O retorno da Xingu Black acontece em parceria com a cervejaria Startup Brewing, de Itupeva (SP), inicialmente responsável pela produção e distribuição da bebida.

“Os sócios da SB são executivos bem-sucedidos em várias áreas, como TI e Finanças, com know-how no mercado cervejeiro, o que proporciona uma soma de experiências, olhares e valores diversos. Isso é muito rico na gestão de um negócio – além de trazer ao processo artesanal a alta qualidade da cervejaria”
Cesario Mello Franco, proprietário da cerveja Xingu

Para a primeira fase de lançamento da Xingu Black, está prevista a produção de 100 mil litros/mês até o segundo semestre deste ano.

“A Xingu Black será distribuída principalmente em São Paulo, em latas de 473 ml, em quase 500 pontos de venda, incluindo varejo, bares e restaurantes. Nossa fábrica possui capacidade instalada para produzir 200 mil litros/mês, mas com adaptações e ampliações de turnos, podemos chegar a 700 mil litros mensais. A bebida é para um público que aprecia produtos de qualidade. Há uma grande expectativa em torno da volta da Xingu original pelas mãos de seu criador. Temos boas perspectivas para o produto”
André Franken, sócio-fundador da Startup Brewing

Já tomou?

O Portal Mesa de Bar celebra o retorno da Xingu. Ela é uma das nossas cervejas de raiz e uma das mais conhecidas fora do Brasil. Era uma pena ela estar tão sumida das nossas torneiras e prateleiras. Para quem não conhece ou não se lembra da Xingu, basta dizer que ela é uma Lager Escura (Brazilian Dark Lager), puro malte e lupulada (Hallertau Tradition), com 5,2% de teor alcoólico e 20 IBU.

De corpo médio, ela tem um forte aroma de malte tostado, lembrando chocolate, ameixas e café. O sabor levemente amargo equilibra os traços de dulçor, resultando em uma cerveja de ótima drinkability.

Além das latas de 473ml, a Startup também oferece a opção em barris de 20 e 30 litros.  Mais informações no https://www.startupbrewing.com.br/

Cinco perguntas para Cesario Mello Franco, proprietário da cerveja Xingu

Me conta um pouco da história da Xingu?
Eu comecei a produzir essa cerveja em 1988, e ela de cara fez um sucesso estrondoso fora do Brasil. Logo se tornou a cerveja brasileira mais consumida nos Estados Unidos e isso chamou a atenção do Grupo Heineken, que negociou comigo a marca, passando a produzir uma versão dark lager da Xingu Black aqui no Brasil. A produção atingia volumes importantes, principalmente no Sul e Sudeste do País.

Como você retomou os direitos da marca?
No início do ano passado, recomprei os direitos da marca no Brasil com a intenção de lançar a Xingu original por aqui. Ela é baseada agora na formula original de 1988, premiada mundo afora, feita com maltes especiais e lúpulo alemão Hallertau Tradition. É menos doce, mais encorpada, com 5,2% de teor alcoólico contra os 4,6% da que era comercializada no Brasil.

A Startup vai produzir a Xingu para o Brasil todo?
Não posso confirmar ainda. Posso vir a fechar parcerias como a da Startup com cervejarias em regiões estratégicas do Brasil para produzirem fielmente a receita da Xingu, sob a supervisão do mestre cervejeiro Paulo Schiaveto. Assim eu consigo atingir os principais mercados sem investir em uma megaestrutura fabril. Mas a expectativa é de gerar volumes relevantes e abastecer o mercado nacional oferecendo uma cerveja artesanal de qualidade e longa história de sucesso no exterior e no Brasil.

Os antigos apreciadores da Xingu vão se surpreender?
Claro! Vão ficar felizes. Há 34 anos eu produzo a Xingu, e ela não é um sucesso no exterior à toa. Ganhou diversos prêmios internacionais, inclusive o do Beverage Testing Institute de Chicago, que é uma avaliação e premiação de cervejas criteriosa e sem politicagem. A Xingu é considerada a cerveja brasileira de maior prestígio do hemisfério Norte. Tenho certeza de que os antigos e os novos consumidores vão adorar.

Já dá para falar do lançamento, das campanhas?
Vamos lançar com foco maior nas mídias digitais. Depois, o boca-a-boca vai fazer o seu papel porque certamente muita gente vai experimentar e recomendar para os amigos. E vou dar para o Portal Mesa de Bar uma informação privilegiada. Em pouco tempo eu pretendo lançar também a Xingu Gold, que é um espetáculo, feita com quatro tipos de maltes claros e um show dos lúpulos especiais, com personalidade e também deliciosa. Até eu estou ansioso para beber uma na praia aqui no Rio de Janeiro. Aguardem…

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