Estivemos na Anuga 2026 e contamos aqui o que vimos de novidades por lá no universo das bebidas

A Anuga Select Brazil 2026, uma das mais significativas feiras do mercado dedicada à indústria alimentícia e de bebidas, aconteceu de 7 a 9 de abril de 2026, no Distrito Anhembi, em São Paulo. Organizada pela Koelnmesse Brasil, a feira confirmou sua vocação como uma excelente oportunidade para expositores e visitantes conhecerem novos fornecedores e produtos nacionais e internacionais voltados para o varejo, rede food service, alimentação fora do lar e hotelaria, participar de degustações, assistir apresentações de especialistas e ficar por dentro das grandes tendências e inovações mundiais em alimentos e bebidas para expandir e aumentar a competitividade e aproveitar para fechar negócios.

Os números da Anuga Select Brazil 2026 foram impressionantes. No pavilhão de 14.500 m² do Distrito Anhembi estiveram mais de 550 expositores expondo o que há de mais atual no mercado em estandes onde profissionais de 24 países de quatro continentes ficaram conectados com mais de 120 compradores qualificados e um público estimado em 14 mil visitantes de 96 países.

A feira este ano estava bem movimentada e a organização acertou em criar espaços dedicados estrategicamente posicionados para que as pessoas pudessem circular com mais facilidade ou relaxar em uma área de descanso com confortáveis poltronas. Destaque para a área para as palestras ao fundo, garantindo mais privacidade, do estande envidraçado para a realização de podcast ao vivo e a área de alimentação.

Outra disposição de sucesso foi uma rua inteira à esquerda totalmente dedicada aos expositores orientais, o que facilitou para que eles pudessem ser melhor vistos pelos interessados em seus produtos. Entretanto, os estandes de países estavam com menos expositores e produtos do que os da edição anterior. Mesmo assim, eles foram uma parada obrigatória para os visitantes.

O que mais chamou a nossa atenção na edição da Anuga desse ano foi a quantidade enorme de cachaças em exposição, batendo inclusive a de outras bebidas, como cerveja e vinho por exemplo. Havia muitos produtores nacionais de cachaça querendo fechar negócios com compradores nacionais e, principalmente, estrangeiros, o que mostra uma grande evolução da cachaça premium no Brasil e que este setor está atento ao que vem por aí.  

Destaque positivo também para os pavilhões da Embrapa e do Sebrae que conseguiram reunir pequenos expositores e deram uma chance para muitos deles participarem da feira pela primeira vez, mostrarem seus produtos e fecharem negócios. Parabéns para as entidades e organização da feira por esse modelo de exposição.

Os produtos de destaque

Começamos nosso giro exatamente por um estande onde o foco eram drinks. Ali vimos um grande ícone da cachaça no Brasil a Ypióca, que se fez presente com a sua cachaça comemorativa dos 150 anos. Ao seu lado, uma bela iniciativa do Drink por Elas, um e-Book que pode ser baixado gratuitamente com receitas elaboradas por bartenders femininas. Parabéns pela iniciativa!

Degustamos a seguir o Limoncello Maria Candoca, uma produção brasileira bem interessante de um aperitivo clássico italiano. Ele estava como uma opção para degustação das diversas bebidas engarrafadas pela BNZ Bebidas que mostrou sua versatilidade em atender produtores independentes que desejam comercializar uma bebida desde a concepção da receita ao engarrafamento e posicionamento no ponto de venda.

Outro estande que visitamos de uma empresa de apoio para o segmento de bebidas foi o da Sertha Brindes, que produz o eco copo feito de polipropileno, um plástico 100% reciclável, flexível e resistente. Ele é muito usado atualmente para eventos, pois é possível customizá-lo com a arte desejada, torna-lo um brinde e ainda por cima evitar o consumo de descartáveis. Ponto para o meio ambiente! Ao lado havia uma estante que exibia diversas soluções de copos de vidro, térmicos, de plástico, garrafas, baldes, squeezes… ou seja todos os tipos de recipientes também customizáveis com o logotipo da empresa, cervejaria, destilaria ou de um evento. Um mercado muito criativo e também disputado.

Um pouco mais à frente degustamos o Ginga, um ready to drink à base de gin saborizado com 5% de teor alcóolico em diferentes versões, como melancia, abacaxi com hortelã, açaí e frutas tropicais. O interessante é que o rótulo traz informações em português e espanhol, uma prova de que o Brasil está de olho também no mercado do Mercosul… Arriba!

Tendência que vimos muito na feira foram os sucos integrais orgânicos, sem açúcar e sem conservantes que estão sendo comercializados tanto para o consumidor final quanto para o B2B com aplicações infinitas, como é o caso do de maçã da Organovita, empresa de Garibaldi, na Serra Gaúcha, tradicional região produtora de sucos de uva e vinhos do Brasil.

Bem ao lado outra opção parecida que são as sodas naturais, ou seja, sucos de frutas naturais gaseificados, com zero adição de açúcar e de baixas calorias como o da marca Mitto, de Americana, interior de São Paulo, que apostou nos sabores Frutas tropicais, Frutas vermelhas e um interessante Detox. Saúde é o que interessa!

Outra bebida que vai nessa linha são os smoothies de frutas. Eles são uma bebida pronta para beber cremosa, refrescante e não alcoólica, preparada pela mistura de frutas com uma base líquida ou cremosa, como iogurte, leite, água de coco ou sucos. Diferente do suco, o smoothie utiliza a fruta inteira, resultando em uma textura densa, rica em fibras, vitaminas e minerais. Degustamos o Glee açaí, feito por uma empresa mineira que não contém cristais de gelo, sem glúten, corantes, conservantes, alergênicos e lactose. A opção por embalagens tetra pak de 250 ml a 5 L se justificam tanto para garantir vida útil de um ano como para atender o mercado B2B, de olho na galera que curte essa frutinha irresistível e saborosa.

Por falar em frutas brasileiras e criatividade foi impossível não notar a presença da Cerveja Graveteiro, de Uauá, sertão da Bahia, produzida em parceria com a Ambev em Ribeirão Preto em duas versões – uma saison com 6,8% de teor e 23 IBU, e uma pilsen com 5,4% de teor e 21 IBU – com umbu plantado em regime de cooperativa. O umbu é uma fruta nordestina que o resto do Brasil pouco conhece e que não deixa de ser uma novidade adicioná-la às cervejas que ficaram incríveis, cítricas, exóticas e bem refrescantes. Ponto para os baianos!

Outro segmento interessante e que está crescendo muito no mercado brasileiro é o de xaropes. A Dilute, de Bauru (SP), trouxe para feira uma linha completa de xaropes para a elaboração de sodas e drinks nos sabores tangerina, maçã verde, pink lemonade, limão siciliano e framboesa. A Dilute aposta também nas espumas saborizadas, muito usadas na coquetelaria, da marca Mix Now nos sabores de frutas vermelhas, três limões, gengibre e maçã verde.

As frutas estavam mesmo em alta na Anuga. No estande da empresa Hogdidi encontramos duas versões de licores de frutas, mais especificamente à base de mexerica elaborados com cascas de mexerica carioca com gostinho de quintal da vovó e aquele aroma delicioso. O primeiro é 100% mexerica e o outro leva café, uma combinação bem interessante. O brasileiro é bem criativo! Detalhe interessante: o pessoal da Hogdidi garante que eles podem ser colocados no congelador para adquirir uma textura aveludada que eles não congelam! E ainda sugeriram um drink saboroso colocando duas doses de licor, pedras de gelo e água tônica. Tim tim!!

Outra novidade que encontramos na feira foi o licor de cachaça Santa Cana, obtido a partir da premiada Cachaça da Torre Descansada, da destilaria Da Torre de Amparo (SP). A empresa também expôs outros rótulos de licores, como de café, banana e maracujá. Ou seja, licores com brasilidade…

Encontramos com o Marcelo Maaz, da Geest Destilaria, de Vargem Grande do Sul (SP), que trouxe para a feira o seu “campeão de audiência”, o MoonshineEl Miraculoso Calibrador de Mira de Widowmaker Joe” desenvolvido em conjunto com a espirituosa cervejaria Juan Caloto. Para quem não conhece, o Moonshine é um destilado artesanal à base de milho que surgiu nos EUA de forma clandestina para fugir das tributações. Os produtores o fabricavam no meio do mato “sob a luz da lua” daí o nome. Uma excelente bebida que vale a pena experimentar. Ele trouxe também o Pérola Negra, um destilado artesanal inovador baseado em jabuticaba fermentada e envelhecido em barris de carvalho americano, com 16% de teor alcoólico. Bem interessante.

Outra bebida que poucos conhecem é o hidromel. Entretanto, o hidromel é uma bebida alcoólica milenar produzida pela fermentação de mel, água e leveduras selvagens, que ficou mais recentemente conhecida como uma bebida dos vikings e dos pequenos vilarejos medievais. Ao contrário do que se imagina, não é um licor, nem uma bebida doce e enjoativa, nem uma “cachaça com mel”. O sabor do mel está presente na bebida, mas ela é bem agradável, com 14,5% em média de teor alcóolico. Na feira o expositor Philip Mead trouxe sua linha que utiliza em suas receitas um blend de méis silvestres de diferentes floradas, algumas com adição de frutas, outras que maturam por um longo período em carvalho antes de irem para a garrafa. Vale a descoberta.

Pausa para um passeio pela Argentina. No estande do país provamos algumas ótimas surpresas. A primeira foi um ginde arroz! O gin Gran Coronel é produzido em Entre Ríos de maneira artesanal e com ingredientes básicos: água, arroz, leveduras e apenas três botânicos (zimbro, coentro em grão e cardamomo em bagas). O resultado é um gin extremamente leve, delicado, aromático e com uma suavidade que permite que ele seja apreciado tanto puro como em coquetéis.

Ao lado, estava um fila de cervejas da 7 Colinas, uma cervejaria artesanal de Concepción del Uruguay, também em Entre Ríos, na Argentina, que produz cervejas de diferentes estilos. Provamos a Scottish, uma Ale escocesa que prima pelo malte semi-tostado que dá a ela um sabor de caramelo, nozes e pão, com um dulçor médio e 5% de teor alcóolico. E também a Porter, um estilo que apreciamos muito. Ela estava intensa, com malte torrado, com um sabor de café, chocolate e caramelo e apenas 5% de teor alcóolico. E a arte da lata remete ao Farol da Virgem Stella Maris que auxilia a navegação no rio Uruguai em Concepción del Uruguay e ao fato das porter terem surgido como as cervejas dos marinheiros britânicos. Ponto para os Hermanos! Detalhe interessante: nem o gin nem as cervejas tem representantes no Brasil. Fica a dica.

Ainda pela Argentina provamos os vinhos da linha Tinkunaco, produzidos pela Bodega La Macarena em Famatina, em La Rioja. Destaque para o branco Torrontés, bem refrescante. Também da mesma vinícola provamos três rótulos da linha La Seis: Blend de Blancs, Malbec e Vituoso, este último um Malbec Reserva mais elaborado, com envelhecimento em carvalho. Bons vinhos!

Guinada radical para o estande da Alemanha para apreciar um clássico da cervejaria alemã Bitburger: a Köstriber. Trata-se de uma schwarzbier, uma das cervejas escuras mais tradicionais da Alemanha, produzida em Bad Köstritz, na Turíngia, desde 1543. Dizem até que o poeta alemão Goethe era apaixonado por ela. Não à toa, ela é atualmente a cerveja líder desse estilo na Alemanha. É uma cerveja surpreendentemente leve, equilibrada, com um sabor bem intenso do malte tostado puxado para o café.

Mais ao lado provamos outra cerveja tradicional, mas desta vez uma Premium Lager holandesa da Royal Dutch, produzida desde 1806 pela United Dutch Breweries. Uma cerveja bem suave que é trazida para o Brasil pela Usina Business Craft Factory.

No estande da Ouro 1, destilaria da cidade de Jequitibá (MG), provamos algumas de suas cachaças. Destaque para a Ouro 1 edição especial que é envelhecida por oito anos em barricas de carvalho americano e francês. E provamos também a Ouro 1 Caipirinha, um ready to drink em lata que é um sucesso nas Gerais.

Hora de um cafezinho… Melhor: um licor de café da carioca Cabra Lab. Uma bebida interessante, com o aroma e o sabor potente do café, notas de avelã e cacau, dulçor equilibrado e 25% de teor alcoólico, sem aromatizantes, corantes nem conservantes. Atualmente, além de poder ser apreciado puro, o licor de café é muito usado na composição de coquetéis. Tanto que ele já pode ser visto nos balcões de bartenders paulistanos.

Voltamos para as cachaças, desta vez para a 1922, uma linha de cachaças inspirada no conceito da Semana de Arte Moderna de 1922, que visou revalorizar a arte e a identidade brasileira. Na feira estavam expostas a Bananinha, a Prata e a Reserva. Esta última tivemos o prazer de experimentar… Mário de Andrade aprovaria!

E demos de cara com a Capucana, uma cachaça elaborada a partir de canas-de-açúcar cultivadas em três diferentes fazendas de Piracicaba que amadurece por três anos em barricas que contiveram Bourbon utilizadas para amadurecer whiskies em Islay, na Escócia. Ou seja, haja sabores e aromas que a influenciam. Como resultado, ela ficou muito complexa, com um final que lembra mel, banana, amêndoa e lichia. Ela não era comercializada no Brasil, mas apuramos no estande que agora está disponível por aqui também. Ótima notícia!

Na sequência degustamos três cachaças. A Histórica 1821, da destilaria Capuava de Piracicaba (SP), é inspirada na rainha Carlota Joaquina que deixou sua marca na história do Brasil. Já a Porto Real é envelhecida em barricas de carvalho. A Cafuné é uma cachaça tradicional, que vai bem também para drinks. E ao lado estavam uma outra forma de se apreciar a cachaça. A Quero Chuva trouxe para a Anuga seus licores de Limão, Canela e Açaí com Guaraná à base do destilado, com 20% de teor alcóolico. Prontos para serem bebidos gelados ou usados para drinks criativos.

Depois de tanta cachaça, hora de uma pausa para um chá… Ou melhor dois. A Yaí aposta em sucos e chás e trouxe para feira diversas opções, como o chá Verde sabor lichia e o chá de hibisco sabor maçã. Seus produtos são comercializados em versões em tetrapak, em lata, em PET, da Turma da Mônica e tem até um suco de Cramberry com Morango promocional de um filme de Hollywood. Tudo sem adição de açúcar e zero sódio.

Voltando aos corredores passamos no estande da Azuma para provar seus saquês. A novidade são os da linha Sake Flavors nos sabores de Uva Verde e Tangerina com Pimenta Rosa. São versões bem leves, aromáticas e feitas para acompanhar bons momentos. Não resistimos provamos o Azuma Guinjo, mais sofisticado, e o Azuma Dourado, velho conhecido que sempre agrada, seja puro ou em coquetéis.

Voltamos para mais um estande de cachaça. A Inara é produzida em São Simão (SP), e provamos a Soleira, uma cachaça extra premium, envelhecida em barris de carvalho francês, pensada para entregar uma bebida de altíssima qualidade. Muito boa! Ao lado dela tinha a Inara Carvalho, também envelhecida em barris de carvalho francês, e a Inara Mista, que tem palitos de cana-de-açúcar dentro da garrafa.

Daí demos de cara com a Meu Garoto, a primeira cachaça composta com jambu. Ela foi criada em 1994 por Leodoro Porto quando o jambu ainda não era a vedete que é hoje. Atualmente, ela é uma cachaça respeitada, produzida em Ananindeua, na região metropolitana de Belém do Pará. Ela permite duas viagens: a da cachaça e daquela dormência incrível que o jambu proporciona. De Belém passamos para Goiás para provarmos a cachaça Bela Vista produzida em Bela Vista de Goiás, na região metropolitana (coincidência?!) de Goiânia, pela Vanessa que assina o rótulo.

Pausa para uns vinhos. Da renomada Vinícola Aurora provamos o Aurora Reserva Alvarinho, que traz aromas florais e sabores típicos da variedade de um mix frutas como pera, maçã, pêssego e lichia e um toque de amêndoas. Muito interessante. E da vinícola também provamos o Aurora Gioia Merlot D.O. do Vale dos Vinhedos , com 12 meses de amadurecimento em barricas de carvalho francês. Um vinho aveludado que remete à cereja com notas de caramelo, cacau, café, baunilha e amadeirado, com 15% de teor alcóolico. Boa pedida!

Ao lado, no excelente estande da Embrapa, foi a vez de provarmos três vinhos da Adega Chesini, de Farroupilha, na Serra Gaúcha, sendo dois elaborados com a uva Lorena, desenvolvida por esta entidade que atua brilhantemente no desenvolvimento tecnológico da agricultura e pecuária brasileira. O vinho Lorena é um branco de mesa seco aromático, leve e fresco, com notas de pera e maçã. O Lorena Ativa também é um vinho de mesa branco seco, mas é o resultado de um projeto da Embrapa que usou três tecnologias: a variedade de uva BRS Lorena, a linhagem de levedura Embrapa 1WT/97 (Saccharomyces cerevisae) e um sistema de vinificação que aumenta a extração de substâncias naturais da uva com propriedades nutracêuticas, como os flavonóides e o resveratrol. Difícil de entender, mas deixou o vinho fácil de gostar. E o outro vinho da Adega Chesini é o Carmen, da linha Le Regazze, um vinho tinto de mesa feito da uva Carmen, também desenvolvida pela Embrapa a partir do cruzamento das variedades Moscato Bailey com Rúbia, bem similar à Bordô, que remete à framboesa. Uma prova de que é possível produzir bons vinhos de mesa com variedades brasileiras adaptadas ao nosso clima. Parabéns!!!

Também no estande da Embrapa provamos o Maracujá da Caatinga, uma bebida gaseificada feita da resistente fruta do maracujá-da-caatinga do nosso semiárido que segue o método de vinificação tradicional dos espumantes. Imagine só um “espumante de maracujá” de sabor exótico e borbulhante! Uma alternativa diferenciada, inovadora e sustentável, que valoriza a agricultura familiar regional. Espetacular!

Saudades das cachaças? Pois voltamos a ela provando a premiada Gogó da Ema, de São Sebastião, em Alagoas. Essa Gogó da Ema IV, em especial, é amadurecida em barricas de carvalho francês por quatro anos… O que era bom, ficou melhor! Ao lado provamos a Magnífica Reserva Soleira, produzida em Vassouras, no estado do Rio, que segue o “método soleira”, que permite a combinação de lotes envelhecidos entre 6 e 15 anos em barricas de carvalho. Ela tem notas de caramelo, mel, frutas secas e baunilha. E faz jus ao nome.

Ao lado outro ícone do mercado de cachaças. Da Pitú provamos a Gold, uma versão premium da tradicional Pitú envelhecida em barris de carvalho americano, o que lhe confere uma coloração dourada, um sabor frutado e notas de amadeirado. Experimentamos também três sabores da Pitú Batidinha lançada em fevereiro desse ano. São bebidas prontas para beber (RTD) em caixinhas tetra pack de 250 ml de sabores tropicais: Morango Cremoso, Maracujá Cremoso e Coco Cremoso. Todas têm 7,9% de teor alcoólico e um dulçor bem pronunciado.

Nessa mesma proposta de bebidas cremosas prontas para beber, experimentamos a Tequiloka, um aperitivo alcóolico de 14% que vem em garrafas de 1 litro com diferentes sabores que, na verdade, são aromas de tequila com Chocolate, Morango ou Doce De Leite. Um produto voltado para as resenhas da galera jovem.

Nos deparamos com os destilados da Jambuia, que conhecemos na edição da Anuga no ano passado e gostamos bastante. Eles usam o jambu em seus produtos, aquela erva nativa da Amazônia que provoca uma sensação de adormecimento e formigamento na boca tal como a usada na cachaça Meu Garoto. A marca retornou com a cachaça Jambuia Amazônia e o Jambuia Iara Gin.

Na Anuga também foi possível degustar bebidas pouco comuns. A cajuína, por exemplo, é tradicionalíssima no nordeste e está começando a ser usada na coquetelaria paulistana. Na Anuga encontramos a Cajuína Sabor Tropical. Ela é um suco integral de caju filtrado e tratado termicamente, sem glúten, adição de água, açúcar ou conservantes. Bem refrescante.

Também encontramos um ready to drink bem diferentão. A Loop é um drink pronto para beber com 5% de vodka e água de coco, sem corantes e glúten com vitaminas A, D, B12 e zinco em versões com aromas maturais de frutas como Limão Siciliano e Maçã Verde, Framboesa e Maracujá e Limão Siciliano e Hortelã. Ele é produzido em Uberlândia, confirmando a febre dos mineiros por drinks prontos para beber.

Para finalizar, provamos o vinho 13/22 tinto DOC reserva, um blend de Syrah, Alicante Bouchet e Touriga Nacional da vinícola portuguesa Casa Santos Lima no Tejo. Uma boa surpresa que encerrou nosso tour etílico pela Anuga com chave de ouro. Na nossa avaliação, a feira é realmente uma bela vitrine do setor, representativa e uma agenda indiscutível para quem atua com alimentos e bebidas. Esperamos ter trazido um bom conteúdo do que pudemos degustar. Parabéns aos envolvidos e certamente estaremos na Anuga 2027!

Mais informações no site: https://anuga-brazil.com.br/ e no Instagram: @anugabrazil