Rótulos da vinícola familiar Poderi Morini, da Romagna, especializada em castas autóctones chegam ao mercado brasileiro

Chegam ao Brasil vinhos da Poderi Morini, uma vinícola familiar italiana fundada e liderada por Alessandro Morini em Faenza, na região da Emília-Romagna, especializada em castas autóctones. A introdução desses rótulos no mercado brasileiro é liderada pelo empresário brasileiro Fabricio Morini que aposta nesta região da Itália ainda pouco conhecida pelo consumidor brasileiro.

O portfólio da Poderi Morini para o Brasil foi construído em torno da Sangiovese, da Albana e de castas autóctones da Romagna, como Centesimino e Longanesi com design de rótulos criados por artistas italianos. Eles foram convidados a conhecer e degustar os vinhos para, a partir dessa experiência, criar uma interpretação visual própria para cada garrafa. Entre os nomes que já assinaram rótulos para a vinícola estão Pablo Echaurren, Giuliano Della Casa e Gian Franco Morini.

O brasileiro conhece e admira o vinho italiano, mas a Itália vitivinícola é muito maior do que as regiões que já conquistaram espaço por aqui. A Romagna tem uvas, produtores, gastronomia, arte e uma identidade muito própria. Nosso desafio é apresentar esse universo ao consumidor brasileiro e construir a Poderi Morini no país com consistência e no longo prazo
Fabrício Morini, empresário

A introdução da Poderi Morini no Brasil sintetiza o posicionamento da vinícola nos mercados internacionais, ou seja, de apresentar uma Romagna que não se resume à costa e aos tradicionais destinos turísticos italianos, mas que preserva uma identidade formada também por agricultura, viticultura, história e produção artística.

Os rótulos ajudam a contar a história da Romagna. Não é apenas sobre o que está dentro da garrafa. Existe uma cultura por trás de cada vinho, e a arte é uma das formas mais claras de expressá-la
Fabrício Morini, empresário

Os rótulos

Entre os vinhos escolhidos para estrear no Brasil está o Sette Note, elaborado com Albana, variedade branca histórica da Romagna, nas colinas de Faenza e o primeiro vinho branco da Itália a receber a classificação DOCG.

No universo dos tintos, a Poderi Morini trabalha diferentes expressões do Sangiovese, entre elas o Torre di Oriolo e o Nonno Rico, além de variedades menos conhecidas fora da região. É o caso da Centesimino, uva autóctone cultivada nas colinas de Oriolo di Faenza. A variedade aparece no Savignone, tinto intensamente aromático, e também no Morosè, espumante brut que mostra outra interpretação possível para a mesma casta.

Já a Longanesi, outra variedade associada à identidade vitivinícola da Romagna, integra o trabalho de recuperação e valorização de uvas locais desenvolvido pela vinícola no rótulo Augusto. Essa combinação entre produtos conhecidos e descobertas menos óbvias pode abrir espaço para a marca no Brasil.

Não queremos simplesmente colocar mais um vinho italiano na prateleira. Há uma oportunidade de apresentar novas uvas, novas histórias e um território. É isso que torna esse projeto interessante
Fabrício Morini, empresário

A entrada no segmento de vinhos amplia uma trajetória empresarial de Fabrício Morini marcada pela atuação em diferentes mercados, como a operação brasileira da Moto Morini, fabricante italiana de motocicletas com montagem no país. Os rótulos da Poderi Morini chegam ao Brasil com valores entre R$ 200 a R$ 600. Mais informações nos sites: www.poderimorini.com/en/ e nos Instagram: @poderimorini_winery @fabriciomorini