O I Love Italian Wines comprovou a excelência dos vinhos italianos neste evento emblemático realizado no Shopping JK em São Paulo

Realizado pela ITA – Italian Trade Agency, em colaboração com a Wine South America e a Vinitaly, a 5ª edição do I Love Italian Wines reuniu no Shopping JK, em São Paulo, cerca de 50 expositores e mais de 600 rótulos representando diferentes regiões, uvas, denominações e histórias da Itália. Além de degustação livre, os presentes puderam trocar informações com os produtores e importadores, fazer muito networking e adquirir rótulos de seu interesse. Mais do que isso. O evento comprovou a variedade e a excelência dos vinhos italianos.

O Portal Mesa de Bar esteve presente ao evento e pode degustar excelentes rótulos. Começamos pelo Castello Pomino Bianco D.O.C. da icônica vinícola Frescobaldi, que há mais de 700 anos é gerenciada pela mesma família na Toscana. Seus vinhos já encantaram papas, o rei Henrique VIII da Inglaterra, o escultor Brunelleschi e os artistas Michelangelo e Donatello. Atualmente, a vinícola continua sendo uma das mais influentes da Itália e uma grande referência no mundo do vinho. Este exemplar é um blend de Chardonnay e Pinot Blanc com uma pequena passagem em barricas de carvalho. Um vinho seco, frutado, com um frescor e uma mineralidade que te fazem sonhar com a Toscana…

O Lugana Le Fornaci da Tommasi é um vinho branco elaborado com uvas Turbiana, também conhecidas como Trebbiano di Lugana, plantadas em Sirmione e Desenzano del Garda, província de Brescia, na região da Lombardia, no norte da Itália. A região fica aos pés dos Alpes entre as cidades de Milão e Verona, na margem sul do Lago de Garda, por isso recebe essas boas influências. Assim, este vinho prefere apostar no seu frescor, sem qualquer contato com madeira, exibindo um aroma floral e um final que lembra pêssego, maçã verde e baunilha. 

Passamos para o Vermentino Toscana Quieto da Poggio Marchino um vinho elaborado nas colinas dos municípios de Rosignano Marittimo e Castellina Marittima, próximo dos mares da Ligúria e do Tirreno. Na taça, ele entrega um aroma de frutas cítricas e no paladar muito frescor, com um frutado leve com notas que lembram o sal marinho. Um conjunto que representa a excelência dos vinhos da região e as belezas dessa parte da Toscana.

Pausa para um prosecco legítimo. Um não: dois. Provamos o Miòl Prosecco D.O.C. Treviso Extra Dry Millesimato da vinícola Bortolomiol, que fica em Treviso, na região do Vêneto, no norte da Itália, a apenas 40 km de Veneza. O Miòl é tudo que se espera dele: 100% Glera com um aroma floral e um sabor frutado, com notas de pêssego, abacaxi e uma cremosidade ao final. Da mesma vinícola provamos o Prior Valdobbiadene Prosecco Superiore DOCG Brut é uma versão Brut de um Prosecco Millesimato, ou seja, ele foi elaborado exclusivamente com uvas colhidas em uma única safra de qualidade excepcional. Traz um sensorial de maçã verde, frutas cítricas, flores brancas e um toque de pêssego.

Continuando a viagem pelas delícias da Toscana provamos o Monte Antico Bianco, um vinho branco (IGT) criado com as uvas Malvasia, Vermentino e Trebbiano pela Empson & Co. em parceria com o renomado enólogo Franco Bernabei. Aqui o aroma floral é intenso e o sensorial lembra de leve maracujá com um toque de baunilha.

Agora uma boa surpresa. Experimentamos o Traminer Aromatico produzido pela vinícola Tacoli Asquini na região de Friuli-Venezia Giulia. “Traminer Aromático” é nada mais do que um Gewürztraminer. Esta uva foi batizada assim do alemão “Gewürz”, que significa especiaria, e “Traminer” que se refere ao vilarejo de Tramin, na Itália. Apesar de sua fama vir da Alemanha ela é uma uva típica do norte da Itália e também da região da Alsácia, na França, e, claro, da Alemanha. Geralmente, vinhos brancos dessa uva são extremamente aromáticos e muitos deles apresentam um certo dulçor pronunciado. Mas este estava sim com as características clássicas, que lembram rosa, lichia, gengibre e especiarias, mas elaborado no estilo italiano, seco, fresco, elegante e quase nada de dulçor.

Aproveitamos e provamos outro Gewürztraminer da Kellerei Kalter, uma das mais tradicionais e respeitadas cooperativas da região de Trentino-Alto Adige, no norte da Itália. Ele também é bastante aromático traz as notas clássicas de lichia e rosa, especiarias e um toque de abacaxi, mas com um dulçor um pouco mais pronunciado do que o anterior. Da mesma vinícola provamos um Sauvignon Blanc que “empresta” os aromas de flores brancas e frutas cítricas da anterior, mas apresenta outro sensorial, muito fresco, frutado e bem mineral. Provamos outro dessa uva, o ótimo Quarz Sauvignon Blanc da histórica Cantina Terlan, da mesma região de Trentino-Alto Ádige. É um vinho branco complexo, mineral e intenso, com notas de frutas como manga e maracujá, com um toque de capim-limão e um final salino.

Passamos para o Mami Emilia IGT, produzido nas colinas de Val Trebbia, na província de Piacenza, na região da Emília-Romanha, pela vinícola Il Poggiarello. Ele é um 100% Malvasia di Candia Aromatica. E faz jus ao nome: é um vinho muito aromático, que lembra jasmim, de sabor frutado, macio e de final mineral bem marcante.

Guinada para a Sardenha para provarmos o Montesicci Nasco di Cagliari DOC produzido pela Cantina di Dolianova na ilha italiana. Melhor ainda foi ter a chance de provar um vinho branco 100% feito da uva Nasco (uma casta ancestral e rara da Sardenha). Ele entrega também um aroma floral e no paladar um frutado mais intenso, com notas de especiarias, uma leve mineralidade e um final de amêndoas, típico da uva Nasco. Bem interessante.

Passamos para o Si Soave, produzido no Vêneto pela Invino. Vinhos da denominação Soave geralmente são muito secos e este não fugiu à regra. É feito 100% da uva Garganega Dominant, sem passagem por barrica. Ele tem um sensorial frutado, que lembra goiaba branca, notas herbais e se mostrou bem refrescante. É difícil não notar a bela garrafa em curva, que adiciona a ele um charme a mais. Também do Vêneto, mais precisamente de Custoza, na província de Verona, perto do Lago de Garda, provamos o Cà del Magro Custoza Superiore DOC produzido pela vinícola Monte del Frà.  Ele é um blend de Cortese, Garganega, Trebbiano Toscano e Incrocio Manzoni, que entrega o tradicional aroma floral, mas de paladar frutado bem macio, com um excelente frescor.

Pausa para um espumante, no caso o Ribelle da Cantina Messori. Ele é um Brut seco, elaborado pelo método Charmat, com 100% da uva Pignoletto da região de Carpi, na Emilia-Romagna. Ele é bem leve, fresco, com um sensorial floral, com toques de frutas cítricas e pera.

Para aumentar o glamour provamos o vinho tinto Tancredi, produzido na Sicília a partir de uma pareceria entre a marca de luxo Dolce & Gabanna e a vinícola Donnafugata. O vinho  homenageia o protagonista Tancredi Falconieri do filme Il Gattopardo. A estampa do rótulo e a caixa foram desenhadas pela Dolce & Gabbana, com cores e formas geométricas que simbolizam o contraste entre a aristocracia tradicional da Sicília (tons de azul e ouro) e o espírito revolucionário de Tancredi (tons de vermelho e verde). Com aquele sensorial típico de frutas vermelhas maduras, com toques de tostado e balsâmicos, é um vinho encorpado, complexo e bem macio.

Guinada para a região de Abruzzo para degustarmos o Biologico Montepulciano d’Abruzzo da vinícola Pesolillo. Um Montepulciano típico, sem passagem por barrica, de corpo médio, um sensorial de cereja, amora e mirtilo e um final bem suave.

Outra guinada para a Úmbria para provar o Ciliegiolo produzido pela vinícola Podere Barbi com 100% da uva Ciliegiolo, uma variedade cujo nome remete a cereja (ciliegia), daí a dica. Ele realmente tem um aroma marcante de cereja e um sabor intenso de frutas vermelhas.

O Amarone della Valpolicella Classico DOCG é produzido pela vinícola Secondo Marco na região do Vêneto. Ele é um blend das uvas Corvinone, Corvina e Rondinella que dá a ele um sensorial de frutas vermelhas, chocolate e especiarias. Um vinho encorpado, intenso e sofisticado. Este que provamos, então, é de 2016, ou seja, um vinho de 10 anos que estava em ótima forma.

Hora de um Chianti Classico. O Castellinuzza é produzido com certificação orgânica pela vinícola familiar Castellinuzza e Piuca na região de Lamole, em Greve in Chianti, na Toscana. Um quase varietal Sangiovese (90% a 95%) complementado com pequenas porcentagens de Canaiolo. Tem um sensorial de cereja, com notas terrosas, couro e especiarias. Um vinho de corpo médio, elegante, de alta qualidade e de final persistente. Um clássico vinho gastronômico.

O Barbera d’Alba Superiore Cascina Sciulun é elaborado pela vinícola Franco Conterno na região do Piemonte (Monforte d’Alba). É um ótimo 100% Barbera com sensorial característico de frutas vermelhas maduras, notas florais e um toque sutil de especiarias e baunilha vindas do amadurecimento de 12 meses em barricas de carvalho. Um vinho de acidez marcante com frescor e um final macio.

O Paladin Refosco é um vinho tinto seco produzido pela Casa Paladin na região de Friuli-Venezia Giulia, elaborado 100% com a uva autóctone Refosco dal Peduncolo Rosso o que aguça ainda mais a curiosidade sobre ele. O sensorial é básico: frutas vermelhas com notas florais, terrosas e toques de especiarias. Mas o legal é que ele é encorpado, aveludado e tem um final bem agradável. E a arte da garrafa merece destaque.

Agora é a vez de um vinhaço. O Barolo Riserva Bussia da vinícola Franco Conterno é um dos tintos mais nobres do Piemonte, proveniente de Bussia (Monforte d’Alba), um dos MGA (Menzioni Geografiche Aggiuntive) mais emblemáticos de toda a região de Barolo. Este ainda por cima é um 100% Nebbiolo Riserva, ou seja, ela passa no mínimo mais de 5 anos entre barrica/tonel de carvalho e garrafa antes de ser comercializado. O que experimentamos é de 2015! Um tinto espetacular, encorpado, frutado, com um toque de carvalho e tabaco, macio, potente, profundo e com impressionante potencial de guarda.

Pausa para três vinhos da vinícola Lidia Amato, uma vinícola localizada em Controguerra, na região de Abruzzo, na Itália, famosa por seus vinhos tradicionais das Colline Teramane. Começamos pelo Controguerra Pecorino DOC, um vinho branco 100% Pecorino. Ele entrega uma mistura de frutas, com toques de baunilha e anis estrelado, bem fresco, mas marcante. Passamos para o Trebbiano d’Abruzzo DOC, um vinho bem característico dessa uva, fresco, seco, mineral e bem agradável. E finalizamos com o Montepulciano d’Abruzzo, um tinto 100% Montepulciano de vinhas com mais de 40 anos, aromático, com um sensorial intenso de frutas vermelhas, encorpado e persistente. Três ótimas opções.

Passamos para o Tenuta Vignega Valpolicella Ripasso Superiore elaborado na região do Vêneto pela vinícola Cristiana Bettili Wines, conhecido por ser o “meio-termo” entre o leve Valpolicella e o potente Amarone. Ele é um blend orgânico das uvas Corvina Veronese, Corvinone e Rondinella. “Ripasso” quer dizer repassado, ou seja, ele passa por uma segunda fermentação sobre as cascas das uvas usadas para fazer o Amarone. Mas não deixa de ser um vinho encorpado, com mais álcool e um sensorial de cereja e ameixa, com toques de especiarias, cacau e tabaco.

Passamos para o Petra Hebo Toscana IGT, produzido pela vinícola Petra na região da Maremma, em Suvereto, na Toscana. Um blend de Cabernet Sauvignon, Merlot e Sangiovese. Ele tem o clássico sensorial de frutas vermelhas, como mirtilo, amora, groselha e cereja, com toque de especiarias e um bom amadeirado. Um vinho com um excelente frescor e final elegante e saboroso. Ainda na Toscana provamos o Vigneto Boscone, um vinho tinto de prestígio produzido pela vinícola histórica Castello Monterinaldi no coração da denominação Chianti Classico (entre Radda e Panzano). É um 100% Sangiovese de vinhas de quase 40 anos de idade. Diferente de muitos Chiantis, o Vigneto Boscone é orgânico e não passa por envelhecimento em madeira para que a gente possa sentir o seu perfil seco, frutado, com toques de especiarias e bem elegante.

E finalizamos nossa degustação com uma guinada radical para o sul da Itália para provar o Vigneti di Bruma Beneventano Aglianico, produzido pela vinícola Fattoria La Rivolta na altitude de Sannio na região da Campânia. Ele é um 100% Aglianico e entrega um sensorial bem interessante de frutas vermelhas maduras, como cereja e ameixa, com toques de especiarias e um certo balsâmico. Mais interessante ainda foi constatar que ele é importado para o Brasil com exclusividade pela Italy Import, empresa da Família Taffarel, treinador de goleiros da Seleção Brasileira, que estava no evento e não resistimos em tirar uma foto do nosso brinde.

O Portal Mesa de Bar parabeniza todos os envolvidos neste que é, sem dúvida, o maior, mais completo e bem organizado evento de vinhos italianos no Brasil. Mais informações: www.italianwines.com.br